Dona Nina
Um retrato poético de amor, resiliência e gratidão. A faixa narra a trajetória de Dona Nina, que deixou Soledade (MG) rumo ao Rio de Janeiro e, privada do direito de estudar, começou a trabalhar em uma fábrica ainda jovem para sustentar a família. A música culmina em uma emocionante celebração: a percepção de que o sucesso e o caminhar dos filhos hoje são o "reembolso" sagrado de uma infância que ela pagou com trabalho duro.
Veio de Soledade com o essencial
Família, coragem e o chão de quintal
Não viu brilho de praia nem luxo de herança
Trocou o caderno pelo trabalho, ainda criança
O som da fábrica abafou o dever
Mas não calou nela a vontade de ser
Joana, Nininha, hoje é a Dona Nina
Mineira que o tempo no Rio refina
Mansa no colo quando o choro é baixinho
Mas se a vida aperta, ela abre o caminho
Entre um palavrão e um prato na mesa
Uniu os irmãos com a maior gentileza
É nela que eu vejo o meu maior prêmio
O olhar que diz: "Vai, que eu tô aqui"
Deu sinal verde pro meu sonho supremo
O que a fábrica tirou, ela devolveu pra mim
Homenageio nela o suporte e a guia
A mãe que é o alicerce da nossa alegria
Ela sabe o valor de cada mensalidade
Pois pagou com a infância a nossa liberdade
O tempero é de Minas, a força é de aço
Mundo é pequeno pro tamanho do seu abraço
É nela que eu vejo o meu maior prêmio
O olhar que diz: "Vai, que eu tô aqui"
Deu sinal verde pro meu sonho supremo
O que a fábrica tirou, ela devolveu pra mim
Homenageio nela o suporte e a guia
A mãe que é o alicerce da nossa alegria


