Telhado de Vidro
Um rap contundente que narra a crônica da decadência moral de um líder político. Retratando a jornada de um jovem idealista que gradativamente cede às engrenagens da corrupção, a faixa expõe as armadilhas do poder e o isolamento claustrofóbico daqueles que, ao venderem seus princípios, constroem um teto de vidro frágil sobre suas próprias cabeças.
É... o plano era um.
Mas a proposta que chegou na mesa foi outra.
E o vidro... o vidro sempre quebra.
A mala era leve no primeiro degrau
Trazia projetos, um brilho ideal
Dizia: “Eu mudo o sistema por dentro”
Mas o sistema é maré, e você é só vento
A primeira oferta veio em tom de favor
Um brinde, um aceno, um “doutor, por favor!”
E o que era um desvio, virou o caminho
Ninguém vira monstro comendo sozinho!
Cuidado onde pisa, o chão é de espelho!
O céu ficou baixo, o sinal tá vermelho!
Você construiu um palácio de luz
Mas o peso da culpa é o que te conduz!
Não pode falar, não pode apontar
Quem vive de sombra tem medo do ar...
É o preço da alma, o fim do caminho
Um telhado de vidro pra morar sozinho!
A rede de intrigas virou seu seguro
O aperto de mão que te prende no escuro
Agora o discurso tropeça no fato
O idealista morreu no contrato
Aquela promessa de punho cerrado
Hoje é só silêncio no banco ao lado
Pois quem aceita a “facilidade”
Vira refém de toda maldade!
A pedra que você tem medo que atirem
É a mesma que você usou de alicerce...
Quem tem teto de vidro não olha pra cima
Pois sabe que a chuva... cedo ou tarde, desce!
Cuidado onde pisa, o chão é de espelho!
O céu ficou baixo, o sinal tá vermelho!
Você construiu um palácio de luz
Mas o peso da culpa é o que te conduz!
O brilho sumiu... o vidro trincou.
A voz que era forte... o medo calou.


