Severo
Uma jornada pelo Rock Alternativo que explora a mente de Severo, um homem cujo nome evoca dureza, mas cuja essência é feita de pura hipersensibilidade. Caminhando como uma ilha em meio ao caos sufocante de uma metrópole cinzenta, a faixa retrata o hiperfoco e a neurodivergência não como limitações, mas como lentes capazes de ler constelações onde os olhos comuns enxergam apenas o vazio.
Severo caminha na multidão,
Muita gente, apêrto, não vê o chão.
Leva o nome que o pai lhe deu,
Pra homem “forte” que sabe o que é seu
Mas o seu jeito distorce seu nome
Face fria sem sangue no olho
Vaga entre gente que se consome,
Preda sua vida se vê no rosto
E cobram que ele, na sua "loucura",
Se curve sua lógica, mude a postura.
Mundo grande no olhar vazio,
Severo mira que outro não viu.
Vistas que perdem no raso e no frio,
Ele vê oceano num pingo de rio.
Seu hiperfóco a lança que brilha,
Rasgando o nevoeiro do padrão.
Ele na multidão é uma ilha,
Buscando o sentido na exatidão.
"Acredita nas cores!", o que vai além,
Enquanto lhe cortam com som o sentir.
Ar e cuidado ali não existem,
Arruma um jeito para fugir.
Segue errante, herói da estranheza,
Pela cidade que não tem relevo.
Guardando no peito a maior riqueza:
Medo do raso, sagrado desvelo.
Mundo grande no olhar vazio,
Severo mira que outro não viu.
Vistas que perdem no raso e no frio,
Ele vê oceano num pingo de rio.
Mundo grande no olhar vazio,
Severo mira que outro não viu.
Vistas que perdem no raso e no frio,
Ele vê oceano num pingo de rio.
Quem sente o estrondo da aurora,
E vê além é Severo por fora,
Os olhos comuns param sem ação
Os Severos já lêram a constelação.


