A ilha da Fantasia
Um soco no estômago sobre a impunidade e a perversão nas altas cúpulas do poder global. Inspirada nos detalhes estarrecedores do caso Jeffrey Epstein, a obra expõe o contraste macabro entre o luxo de jatos particulares e o horror de um cenário "à lá Dante" ocultado em uma ilha tropical. O título carrega uma ironia ácida: o que para a elite intocável era um refúgio de prazeres, para o mundo é um monumento à podridão humana e à conivência do sistema.
“Bem vindos à Ilha da Fantasia...”
Um jato decola com mal na bagagem.
Ricos e VIPs na mesma viagem.
O Mapa aponta um ponto distante.
O Cenário é de crime ala Dante.
Prefeitos, Senadores, presidentes,
Vários políticos são coniventes
Todos de novo e de novo
Assinam a ata fazem acordos.
O gosto de fel desce na garganta
Embrulha o estômago, nojo levanta
É náusea, vômito, soco no peito
Um mundo nojento que não tem mais jeito.
Se tem um poder, não é pro seu bem
Só visam seus lucros e de mais ninguém.
Ídolos do som, telas de cinema
Alvos do mal ou parte do esquema?
Rede de homens, mulher paga a pena,
Só ela é a culpada na podre cena.
O gosto de fel desce na garganta
Embrulha o estômago, nojo levanta
É náusea, vômito, soco no peito
Um mundo nojento que não tem mais jeito.
Se tem um poder, não é pro seu bem
Só visam seus lucros e de mais ninguém.
Diante de ameaça suposta
Jeffrey, o maestro dobra a aposta
Anos de crime sob os olhos da lei
O erro do Estado que alimentou o “rei”.
Trump do alto o “amigo” rechaça,
Esconde o crime atrás da fumaça.
Justiça foi cega, foi negligente
Deixou o monstro crescer na frente.
O gosto de fel desce na garganta
Embrulha o estômago, nojo levanta
É náusea, vômito, soco no peito
Um mundo nojento que não tem mais jeito.
Se tem um poder, não é pro seu bem
Só visam seus lucros e de mais ninguém.


