As Duas Asas
Uma suíte de rock progressivo que confronta o ápice do desespero tecnológico e geopolítico da humanidade com a necessidade urgente de evolução interior. Inspirada pela iminência do perigo nuclear e baseada na metáfora filosófica das "duas asas" (o Saber e o Bem-Querer), a faixa viaja da pequenez do átomo à imensidão sideral, clamando para que a razão e o afeto caminhem juntos antes que o "botão" do fim do mundo seja acionado.
Do espaço a Terra
É um corpo singelo.
A lente não vê, erra,
O Ser, o profundo elo.
Criam máquinas do silício...
Abortam ventres universais...
Usam aço, a força do início...
Pra resolver crises atuais.
A luta do início virou capital,
O Ser esquecido no tempo.
Do medo nasce o boçal,
O Ter é escudo da guerra mortal.
Como gelo no fogo
Acabou o engôdo.
O espelho da ilusão
Está quebrado no chão.
É ruim acordar agora,
Mas olhem para a aurora.
Do pequeno átomo
A nossa pequenez sideral.
Não conhece o cálculo,
Que descubra o mal.
Uma guerra interna.
Duas asas encena.
O poder do saber,
E o do bem-querer.
Mente voa, caráter caminha
É hora de sair da “casinha”.
Nós criamos o botão...
Mas quem vai apertar não!
Como gelo no fogo
Acabou o engôdo.
O espelho da ilusão
Está quebrado no chão.
É ruim acordar agora,
Mas olhem para a aurora.
Assistimos de braços cruzados,
Manuscritos televisionados.
Onde o Sagrado é capataz,
A paz já não satisfaz.
Abra as asas... as duas,
Bem querer e saber... nas ruas.
Beba da nova fonte,
Voe além do horizonte.


