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Lanternas

Um olhar sensível sobre a beleza oculta nos pequenos gestos do cotidiano. Em formato de MPB clássica, a faixa dá visibilidade e voz aos atos de empatia, respeito e carinho que frequentemente são abafados pelo barulho das guerras e pelo conteúdo chocante das redes sociais. "Lanternas" celebra a capacidade que cada indivíduo tem de romper a escuridão e se tornar um ponto de luz na vida de alguém a qualquer instante.

Bastidores: "Lanternas" nasceu do desejo profundo de pautar a delicadeza e a beleza em uma sociedade viciada no conflito. Diariamente, somos bombardeados por imagens de violência, discursos bélicos e o grotesco, criando a falsa impressão de que o mundo está completamente perdido. A composição surge como um manifesto de afeto e empatia, construído sobre um alicerce singelo: o reconhecimento de que pequenas ações — como um artista que quebra o protocolo para abraçar um fã, ou uma mão estendida a quem vive na vulnerabilidade das ruas — possuem um poder revolucionário de expansão. É um convite para que cada um de nós pratique a paciência, comece pelo próprio sorriso e acenda sua própria lanterna interna para iluminar as relações familiares, o trânsito, o trabalho e, em última análise, os povos que sofrem com a guerra.

Um famoso no alto do seu prestígio,
Vê fã gritar seu nome na multidão.
Rompe a barreira, pra um abraço amigo.
Será que sabe o que fez naquele coração?

No beco escuro, o maltrapilho,
Teto de lona, olhar vazio.
Há tempos não dá um sorriso,
No relento, refém do vício.
Mas no seu nada, alguém estende a mão:
Um feixe acende quando o chamam de irmão.

Passamos dias, meses e anos,
Esses atos acontecem no cotidiano,
No anonimato ou sob o holofote: Interessante!
A gente pode ser luz a qualquer instante.

Seja um simples aceno,
Ou mesmo um sorriso sincero.
Cada um é uma lanterna,
Que pode acender na hora certa.

São pingos de luz em cada pessoa,
Gestos singelos que no ar soa.
O que era miúdo, ali no privado,
Rasgou o silêncio, expandiu pro céu.
Agora são milhares, são milhões,
Abraçando todas as nações.

Atrás da cara zangada tem sentimentos,
Cada um guarda seus entendimentos
Ações “erradas” tem suas razões,
Ou mesmo por suas limitações.

Todos caminhamos no mesmo sentido,
Entendemos o certo sob nossos princípios.
Da vida guardamos dores em arquivos,
Abaixo dessa régua só “indignos”.

Nessa luta de nós com nós mesmos
Até abraçarmos nossa luz sem medo 

Seja um simples aceno,
Ou mesmo um sorriso sincero.
Cada um é uma lanterna,
Que pode acender na hora certa.

São pingos de luz em cada pessoa,
Gestos singelos que no ar soa.
O que era miúdo, ali no privado,
Rasgou o silêncio, expandiu pro céu.
Agora são milhares, são milhões,
Abraçando todas as nações.

Nesse caminho não tem quem não sente,
É passo a passo não é de repente.
Paciência e empatia consigo,
O primeiro passo é o sorriso. 

Com cada integrante de cada família,
No trabalho com os colegas no dia a dia
No trânsito engarrafado da cidade
Nas relações de países, solidariedade
Para os povos em guerra: Nossa Luz...
Para quem vive em angústias: Nossa Luz...
Para quem tá perto ou distante...
A gente pode ser luz... a qualquer instante.